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Preconceito no setor laboral

Preconceito no setor laboral


Começamos com a celebre frase do cientista Albert Einstein  "estamos em uma sociedade onde é mais fácil quebrar um átomo do que destruir um preconceito". Lamentamos todos nós esta afirmativa, mas fazemos parte desse tipo de pensamento, que está incrustado em nossa cultura e por assim dizer, no mundo globalizado.

A priori, passamos pelo preconceito que é delegado às mulheres que são descriminadas, mas que graças as suas lutas estão conseguindo seu lugar no mercado de trabalho, contudo com salários inferiores aos dos homens.  Neste diapasão, é relevante citar o artigo 5º inciso I da Carta Política de 1988.

Senão vejamos:

"Homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição" 

Desta forma, trazemos a baila um ponto que vem dividindo muitos juristas e empresários. Recentemente, foi criado um projeto de lei que beneficia as mulheres gestantes, até ai, não há óbice nenhum, pois elas como genitoras possuem esses direitos e muito mais. Mas como vivemos no capitalismo, podemos delinear que esse sistema não costuma andar de mãos dadas com o social, mas sim com o faturamento e o acúmulo de riqueza. Mas com a devida prudência esse entendimento está sofrendo mudanças significativas.

Destarte, o preconceito se perpetua no setor laboral em detrimento das pessoas consideradas fora dos "padrões sociais". Essas por sua vez são as vitimas. Contudo, no que tange a execução das tarefas, podemos argumentar que, executam igualmente ou até muitas vezes melhor que os que seguem os padrões impositivos sociais.

Ademais, trazemos a tona os movimentos sociais em detrimentos destes chamados "descriminados do labor". Esses movimentos servem como saída para algumas destas vítimas, pois não ficam a espreita da mão estatal  esperando que um dia as coisas se resolvam e o mundo acorde e veja que as coisa são ímpares e as pessoas também. Será que Albert Einstein em sua afirmativa já não se perguntava por que o mundo possui essas mazelas? As pessoas mais evoluídas, por  assim  dizer, mais compreensivas, entendem que cada individuo tem direitos de facultas faciendi da vida, o que bem entender, contudo é claro, que arquem com as conseqüências de seus atos, para não usar o mundo como desculpa para seu fracasso.

Nossa Carta Política e algumas Leis Ordinárias, também tiveram várias alterações para poder acompanhar essas mudanças.  A ciência nos mostra dia a dia, de forma empírica, que tudo na vida é transitório e passível de mutações.

O Estado nos dias atuais, cria incentivos fiscais para as empresas que contratarem estes chamados "excluídos", para fazerem parte de seu quadro de funcionários.

Podemos destacar que o Governo está mostrando que é possível enaltecer o artigo 1º inciso III da Constituição Federal de 1988 que reflete a dignidade humana. Nesta premissa, as empresas que contratam pessoas  portadoras de deficiência por exemplo, nos mostram a glorificação da dignidade humana, pois ambos se beneficiam.

De outro norte, existe muito a mudar, tanto na esfera laboral quanto na social, pois a mudança não deve partir somente das organizações ou do estado, mas principalmente das pessoas com as quais convivem no seu dia-a-dia. Respeitar o ser humano não é uma questão de obrigação, mas sim de educação e expressão de altruísmo.

O cognitio tanto moral como intelectual é tudo. Respeitem a individualidade, pois no mercado de trabalho se escolhe a qualidade do trabalho em execução, pois é isso que fará a empresa lucrar e ganhar novos horizontes, não a qualidade sócio econômica da pessoa ou a etnia ou se é homem ou mulher. Contudo, com a devida vênia, temos que destacar que alguns trabalhos exigem pessoas especificas. Ad postremum, isso é o futuro.

Dixon Tôrres - Professor de Sociologia Jurídica da Faculdade Guilherme Guimbala - FGG - Coordenador do curso de Licitações Pública - Pós-Graduado pela AMATRA 12 (Associação dos Magistrados do Trabalho 12º Região)

Atualizado em: 01/08/2009