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Hospital Evangélico e FEPAR são arrematados por mais de R$ 215 milhões em novo leilão

Um segundo leilão, realizado na manhã desta sexta-feira (28), garantiu a venda do Hospital Evangélico de Curitiba (HUEC) e da Faculdade Evangélica do Paraná (FEPAR), arrematados pelo valor de R$ 215.050.000,00, em lance oferecido pelo Consorcio Mack-He Dourados - liderado pelo Instituto Presbiteriano Mackenzie -, com sede em São Paulo. O preço mínimo era de R$ 205.994.575,67.

Além do consórcio vencedor, participou como concorrente da hasta pública, que ocorreu no auditório do Fórum Trabalhista de Curitiba, a Universidade Brasil, também de São Paulo. Um terceiro grupo empresarial foi considerado habilitado, mas não compareceu ao pregão.

Foram objetos do leilão todos os bens e direitos pertencentes ao HUEC e à FEPAR. O resultado da venda será destinado ao pagamento de credores da Sociedade Evangélica Beneficente de Curitiba (SEB).

O diretor presidente do Instituto Presbiteriano Mackenzie, representante do Consorcio Mack-He Dourados, declarou ao final da hasta que a grande preocupação do grupo será oferecer à comunidade um serviço de qualidade. "Nossa prioridade será dar a Curitiba o Hospital Evangélico que a cidade sempre mereceu", afirmou.

Ele disse ainda que, neste momento inicial, todos os detalhes do edital de leilão estão sendo examinados e reafirmou o compromisso do consórcio em cumprir tudo o que foi estabelecido pela Justiça.

O leilão anterior, que aconteceu no dia 17 de agosto, foi cancelado por uma decisão do juiz titular da 9ª Vara do Trabalho de Curitiba, Eduardo Milleo Baracat, proferida no dia 22 do mesmo mês. De acordo com o despacho, o Consórcio R+, que arrematou as instituições na ocasião, desrespeitou o prazo de dois dias úteis, contados a partir da hasta, para efetuar o pagamento do sinal, equivalente a 20% do valor da arrematação.

Intervenção

De acordo com o juiz Eduardo Milléo Baracat, que determinou a intervenção judicial do Hospital Evangélico em dezembro de 2014, começa agora um processo de transição. "A intervenção continua, pelo prazo de seis meses, a fim de que seja possível ao novo proprietário transferir a titularidade dos bens arrematados, conforme prevê o Edital", afirmou.

A intervenção do HUEC foi pedida em Ação Civil Pública pelo Ministério Público do Trabalho, em função de irregularidades e atrasos no pagamento de salários, concessão de férias e depósitos de FGTS, além do descumprimento reiterado de acordos judiciais.

Fonte: Tribunal Regional do Trabalho - 9ª Região

Data da noticia: 10/10/2018

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